Dicas Pesquisa

5 dicas para fazer ótimas pesquisas de mercado usando questionários

Questionários podem ser úteis para fazer pesquisas de mercado. Você pode usar questionários para saber mais sobre o comportamento do consumidor, hábitos de compras ou para fazer pesquisas de satisfação, por exemplo.

Acontece que muita gente acaba criando questionários de forma errada e as respostas que obtêm não servem para nada. Pior ainda, às vezes são respostas erradas e, utilizá-las para tomar decisões pode fazer que o negócio tenha sérios prejuízos.

Por exemplo, um questionário que mostra várias qualidades de um produto e, em seguida, pergunta: “Você compraria esse produto?”. A chance de a pessoa responder que “Sim” é muito grande, já que acabou de ler vários benefícios do produto. Mas, na “vida real”, pode ser que ela não queira comprar.

Aqui estão cinco dicas para você fazer pesquisas de mercado usando questionários que vão te dar boas respostas:

1. Utilize uma boa ferramenta

Muitas vezes, antes de criar um questionário, a pergunta que vem à cabeça é: “onde posso criar um questionário?”. É claro que isso vai depender do tipo de pergunta, e até do tipo de análise que você pretende fazer com seu questionário.

Uma das ferramentas mais populares para a criação de questionários é o Google Forms. Ele é de graça e ele permite vários tipos de perguntas (por exemplo, questões abertas, de múltipla escolha ou de escala).

Outra ferramenta que gosto muito é o TypeForm. Assim como o Google Forms, ele também permite vários tipos de perguntas e tem um visual bem mais bonito que a solução do Google. O problema é que a versão gratuita permite apenas 10 perguntas. Para mais questões, é preciso pagar.

Se você quer uma solução mais profissional, que permite funções como adicionar arquivos, mostrar imagens ao respondente, fazer vários formulários e apresentá-los de forma aleatória, recomendo o SurveyMonkey. Sem dúvida, ele é bem mais completo que as ferramentas anteriores sendo, inclusive, bastante utilizado em pesquisas científicas. Apesar de ser pago, ele tem uma versão gratuita de teste (com algumas limitações).

2. Coloque as perguntas mais importantes primeiro

No início do questionário, as pessoas estão com mais energia e mais animadas a respondê-lo. Por isso, é importante aproveitar esse momento para fazer as perguntas mais importantes e que requerem que o respondente “pense mais”. Ou seja, coloque o que você realmente quer saber logo no início do questionário, que é a hora que o respondente mais dará atenção a ele.

Deixe para o final do questionário aquelas perguntas que o respondente não precisa pensar muito, como idade, gênero e local onde mora.

3. Seu respondente não precisa se identificar

Pedir para o respondente se identificar (especialmente no início do questionário) pode ser um erro. Muitas pessoas mentem nos questionários simplesmente pelo fato de ele não ser anônimo. Um exemplo simples: quando perguntados sobre a renda, muitas pessoas de baixa renda falam que ganham mais (porque têm vergonha de falar que ganham pouco) e muitas pessoas de alta renda falam que ganham menos (porque têm vergonha de admitir que ganham tanto). Quando se identificam, esse efeito pode ser ainda maior.

Em caso de perguntas íntimas (por exemplo: “você toma algum remédio controlado?” ou “quantas vezes você faz sexo por semana?”), pode ser que a pessoa simplesmente não responda porque não quer que o dono da pesquisa saiba que ela tem aquele comportamento, e isso pode acabar invalidando o questionário. Então, reflita se realmente é necessário que seu respondente forneça nome, email ou telefone no seu questionário. Se for realmente necessário, recomendo que coloque essas perguntas no final de tudo.

4. Cuidado com as opções das perguntas fechadas

Imagine que você queira saber o tipo de trabalho do seu respondente. Então, ao invés de deixar uma pergunta aberta (que, convenhamos, dá mais trabalho na hora de analisar), você coloca uma questão de múltipla escolha e escreve as opções: “Funcionário”; “Proprietário de um negócio”; e “Estudante”. E aí, vamos imaginar que o trabalho do seu respondente não se enquadra em nenhuma dessas opções (digamos que ele esteja “desempregado” e você esqueceu de colocar essa opção lá). Acaba que o próprio questionário induz a uma resposta errada, já que não vai ter a opção correta para a pessoa marcar.

Assim, quando a pergunta for fechada desse jeito, recomendo sempre que se coloque todas as opções possíveis de resposta. Isso é mais fácil de fazer quando a pergunta envolve números (por exemplo, “abaixo de 18 anos”; “entre 18 e 30 anos”; “acima de 30 anos”). No caso de texto, aconselho que, pelo menos, adicione uma opção “outros”.

5. Faça sempre só uma pergunta de cada vez

Às vezes fazemos, sem querer, duas perguntas, e deixamos espaço no questionário para que a pessoa responda só uma, o que gera dúvidas e, de novo, respostas erradas. Por exemplo, a questão: “Quantas vezes você escova os dentes e usa fio dental por dia?” é uma pergunta que pode levar o respondente a achar que são duas perguntas diferentes. A pergunta quer saber quantas vezes eu escovo os dentes? Ou quantas vezes eu uso fio dental? Ou quantas vezes eu uso os dois, um logo após o outro?

Veja que uma simples questão mal formulada leva a várias dúvidas. E, quando o respondente tem dúvidas demais, ou seja, precisa se esforçar muito para responder um questionário, ele o acaba deixando de lado. Assim, seja sempre o mais simples possível com suas perguntas.

Questionários são uma boa forma de conhecer o cliente mas é preciso tomar muito cuidado para que não haja erros, caso contrário, o questionário pode não servir para nada. Ao contrário de entrevistas presenciais, você não tem a oportunidade de tirar dúvidas das pessoas que estejam respondendo um questionário. Por isso, as perguntas devem ser extremamente claras, de modo que o respondente consiga ler e saber o que está sendo perguntado sozinho. Por isso, mais duas dicas extras: tome cuidado com palavras que seu público não entenda. Às vezes a palavra pode ser super conhecida para você, mas ter um significado que o respondente não conheça. E, a segunda dica: se achar necessário, antes de enviar o questionário para muita gente, faça um teste com poucas pessoas para verificar se está tudo claro e sem erros.

Co-Fundador da Sempreende. PhD em Marketing pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Pós-graduado em educação para adultos. Revisor da Revista de Administração e Inovação e da Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas. Tem experiência na coordenação de eventos relacionados a Empreendedorismo e Inovação em universidades. É autor de diversos artigos científicos publicados nas áreas de Marketing e Empreendedorismo. Por dois anos, atuou como professor de cursos de graduação na UFG, tais como Administração, Ciências Contábeis e Engenharias. Já ministrou módulos de Marketing e foi orientador de TCCs em cursos de pós-graduação da UFG.

1 comentário em “5 dicas para fazer ótimas pesquisas de mercado usando questionários

  1. Hannah Andrade

    Olá! Excelente matéria e acredito que realmente os tópicos citados são um excelente caminho. Mais especificamente falando de ferramentas, hoje o mercado tem boas opções. Na minha opinião uma das mais poderosa no momento é a http://www.Opinemais.com . Eles têm muitas variações de pesquisa e um Dashboard poderosíssimo para apoio do gestor. Recomendo darem um olhada.

    Curtir

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