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4 modelos de negócio que você pode usar no seu (parte II)

Modelo de negócio é a forma que sua empresa entrega seu produto ou serviço e recebe por isso. Nesse post (clique aqui para ler o post) falamos sobre 4 modelos de negócios que você pode se inspirar para inovar no seu negócio. Aqui eu separei mais 4 modelos que seu negócio pode utilizar e se destacar no mercado:

Afiliados. No modelo de afiliados, a empresa dá comissões para quem vende seus produtos ou serviços. Assim, ela não precisa ter grandes esforços de venda, que ficam por conta dos afiliados. É mais ou menos assim: uma pessoa recomenda a empresa para um amigo. Se esse amigo faz a compra, quem indicou ganha uma porcentagem da venda. Em diversos casos, a empresa dá mais de 50% do valor da venda como comissão, para que tenha vendedores engajados e realmente interessados em vender o produto. Esse modelo tem ficado mais comum com a venda de produtos digitais, como cursos online, mas pode ser utilizado em qualquer outro negócio.

Aikido. Esse modelo tem o nome de uma arte marcial em que a força de quem ataca é usada contra ele. No mundo dos negócios, esse modelo acontece quando uma empresa oferece o oposto do que outras empresas no mercado estão oferecendo, com o objetivo de atrair pessoas que não estão gostando do que é o padrão. Por exemplo, nos anos 1990, enquanto todas as marcas de computadores vendiam computadores com configurações pré-determinadas por meio de revendedores, a Dell passou a vender seus computadores diretamente ao consumidor e, ainda, permitia a configuração de acordo com o que o cliente desejava. Outro exemplo: enquanto a maioria das academias de ginástica se equipavam com os melhores equipamentos e professores para cobrar mais caro dos alunos, a SmartFit surgiu com um modelo em que também tinha ótimos equipamentos e professores, mas com mensalidades bem abaixo da média. Para aplicar esse modelo de negócio, é necessário conhecer muito bem o mercado e saber se realmente os clientes estão preparados para um negócio com uma lógica diferente do que estão acostumados.

Propriedade fracionária. Imagine que você queira ter um carro de luxo, que custe R$400 mil reais. Que tal você poder tê-lo por uma semana ao mês, pagando apenas R$100 mil? É basicamente assim que funciona o modelo de propriedade fracionária. Ao invés de o produto ser vendido para apenas uma pessoa, ele é vendido para um conjunto de pessoas, e cada uma o utiliza pelo tempo permitido por sua “fração” da compra. Esse tipo de modelo de negócio é relativamente comum em mercados com altos custos, como o de aviação. Além disso, há empresas, como a Autofraction que atuam com esse modelo para carros de luxo. Em uma época que a economia compartilhada está cada vez mais aceita e comum, esse modelo pode ser uma saída para empresas que enfrentam dificuldades para vender seus produtos.

Puxado pelo mercado. Nesse tipo de negócio, a produção começa apenas depois da venda. Por exemplo, uma confeitaria que fabrica seus doces apenas depois que o cliente faz a encomenda (e paga por uma parte do serviço) está atuando nesse modelo de negócio. Esse modelo pode se subdividir. Há empresas que compram a matéria-prima somente após a encomenda do cliente (e assim, evita custos com estoque e armazenagem) e há empresas que somente produzem após a encomenda (como é o caso da maioria dos restaurantes: a comida só é produzida após o pedido, mas, de forma geral, há os ingredientes no estoque). Esse modelo é excelente para empresas que não querem ter surpresas de ter matéria-prima mas não conseguirem clientes, porém ele não permite que produtos sejam entregues imediatamente após o pedido.

Lembre-se de que vários negócios de sucesso não dependeram de produtos revolucionários, mas da forma diferente de vender. Veja sempre se vale a pena se arriscar e tentar ser diferente do que todo mundo faz no seu mercado. Pode ser a receita do seu sucesso!

Co-Fundador da Sempreende. PhD em Marketing pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Pós-graduado em educação para adultos. Revisor da Revista de Administração e Inovação e da Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas. Tem experiência na coordenação de eventos relacionados a Empreendedorismo e Inovação em universidades. É autor de diversos artigos científicos publicados nas áreas de Marketing e Empreendedorismo. Por dois anos, atuou como professor de cursos de graduação na UFG, tais como Administração, Ciências Contábeis e Engenharias. Já ministrou módulos de Marketing e foi orientador de TCCs em cursos de pós-graduação da UFG.

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