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Design Thinking: Como ele pode te ajudar a inovar no seu negócio

O Design Thinking é um conjunto de ferramentas para conhecer melhor as pessoas e produzir produtos, serviços ou processos (como, por exemplo, formas de atendimento ou campanhas de marketing) que essas pessoas deem valor e, consequentemente, queiram comprar. As empresas mais inovadoras do mundo usam o Design Thinking, e ele pode ser facilmente adaptado para seu negócio, seja ele qual for. O primeiro princípio do Design Thinking é a empatia. Ou seja, você deve se colocar no lugar do cliente para entender o que ele realmente faz, fala, pensa e sente. Para isso, é necessário sair do campo das suposições e estar disposto a realmente conversar com as pessoas e observá-las.

Estamos falando de um entendimento do cliente em um nível mais profundo. Então, nesse caso, aplicar um questionário on-line não é suficiente. Você precisa fazer entrevistas que para entender as histórias e sentimentos dos clientes potenciais. Além disso, deve fazer observações, imersões, viver um dia como seu cliente vive para sentir na pele as suas dores e necessidades.

Por exemplo, suponha que você queira abrir uma agência de marketing digital. Você deverá passar alguns dias dentro da empresa de um possível cliente, entendendo quais são as demandas dos clientes dele, quais são as maiores dificuldades que ele tem na gestão das redes sociais, qual é a demanda de conteúdo, o que as pessoas querem ver nas redes sociais e como as utilizam. Você pode pedir que esse cliente escreva um diário, contando quais são suas principais dificuldades ao criar, postar e gerenciar as redes sociais. Ainda, pode fazer uma pergunta poderosa que recomendo para todos: “se você tivesse uma varinha mágica e pudesse criar a melhor agência de marketing digital do mundo, como ela seria?”. Assim, usando o imaginário, o poder da varinha mágica, que permite a geração de qualquer ideia, seu cliente te conta o que é mais importante para ele.

Além da empatia, o Design Thinking tem como princípio a experimentação. Nenhuma solução é implantada antes de ser testada. Suponha que você queira oferecer um novo prato no cardápio do seu restaurante. Antes de investir nos ingredientes, imprimir novos cardápios e fazer a divulgação, você pode apresentar o prato para alguns clientes, pedindo opiniões sobre sabor, apresentação, preço, etc. O mesmo pode ser feito para serviços, com uso de protótipos de papel, por exemplo. Você faz um desenho, ou uma história em quadrinhos, contando para o cliente como será esse novo serviço, pedindo suas opiniões e feedbacks. Dessa forma, você economiza tempo e dinheiro e reduz as chances de errar.

Ainda, o processo de Design Thinking é altamente colaborativo. Você deve envolver todos de sua equipe na geração de ideias, e não apenas os gestores. Você pode também convidar clientes, fornecedores, parceiros, enfim, todos os envolvidos com o processo e que possam contribuir com ideias e testes. A heterogeneidade de formações e experiências ajuda a gerar ideias em abundância, aumentando a riqueza dos resultados.

Usar o Design Thinking não é caro ou complexo, mas demanda esforço e uma vontade genuína de focar nas pessoas e no que é importante para elas. Isso muda a forma tradicional de gerenciar os negócios, geralmente focada em criar produtos e depois tentar convencer as pessoas a comprar. Ao contrário, usando Design Thinking, você descobre primeiro o que realmente é importante para seus potenciais clientes. Depois, gera ideias de soluções, faz testes e só então lança novos produtos ou serviços. No fim, todos saem ganhando. Você economiza tempo, dinheiro e esforço e ganha mais ao deixar seus clientes satisfeitos com aquilo que eles realmente precisam.

Co-fundadora e diretora da Sempreende. PhD researcher (UnB) em Ensino de Empreendedorismo. Mestre em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Pós-graduada em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Facilitadora certificada da metodologia Lego® Serious Play®. Experiência de mercado como empreendedora no ramo de alimentação e consultora na Shell Brasil. Revisora da Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas. Consultora e facilitadora de programas de Empreendedorismo no Centro de Empreendedorismo e Incubação da UFG (CEI/UFG), Incubadora 3D (Prefeitura de Aparecida de Goiânia), Aldeia Incubadora (Uni-Anhanguera), UnIncubadora (UniEvangélica), Proin (UEG), Incubadora Athenas (UFG/Catalão), Incubadora Beetech (UFG/Jataí) e PUC Incubadora (PUC/GO). Já capacitou professores para o Empreendedorismo no Senac-GO, Senai-GO, UFG, Uni-Anhanguera e UniEvangélica.

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